paulicenios:
São Paulo, minha doce São Paulo…
Amo-te. E me aproprio de ti imprópria e diariamente. Eu e todos os teus milhões de amantes. Tu não és de todos, não és tua, nem és de ninguém. Mesmo assim, ando por tuas ruas como se meus passos construíssem teus horizontes.

Tu és a contradição pulsante! Onde a vida se anuncia, surge a morte no contexto. Tu és cruel em todas as tuas generosidades! Ao lado dos prédios de poder, erguem-se os impérios da miséria. Tu és a necessidade e a futilidade! Os que de ti saem horrorizados, voltam, depois, saudosos; os que miram-te em sonho, acham que ainda estão sonhando quando te alcançam. Tu és a falta, o perigo, o juízo, o efeito, a desgraça, a oportunidade, a carência, a vontade, a verdade e a incongruência. Tu és o universo condensado!
Eu corro de ti e é para ti que eu corro. Porque sei que de todos os amores do mundo, não há nada mais apaixonante que tu.
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